Donald Trump enfrenta um novo tipo de crise diplomática: uma rebelião económica popular. Após declarações controversas sobre a aquisição forçada da Gronelândia e ameaças agressivas de tarifas contra os aliados mais próximos dos Estados Unidos, eclodiu uma enorme onda de boicotes, visando não só o governo, mas também os próprios símbolos do poder corporativo americano.

1. O “Efeito Gronelândia”: A Dinamarca e a Europa Contra-atacam
A faísca para este movimento foi acesa na Dinamarca, onde a sugestão de Trump de “comprar” o território autónomo da Gronelândia encontrou uma forte resistência nacionalista.
Target: Global Giants: Os consumidores dinamarqueses iniciaram um boicote sistemático a marcas americanas icónicas, incluindo Coca-Cola, Heinz, Starbucks, McDonald’s, Netflix, Amazon e YouTube.
A ascensão das “Aplicações de Boicote”: A tecnologia tornou-se uma arma de resistência. Uma aplicação chamada Meter permite aos utilizadores digitalizar códigos de barras para identificar produtos fabricados nos EUA. Depois de Trump ter reforçado a questão da Gronelândia em Davos, o uso destas aplicações de boicote aumentou uns impressionantes 1.400%.
Mobilização nas Redes Sociais: Só na Dinamarca, os grupos de Facebook que organizam estes boicotes cresceram para aproximadamente 90.000 membros. Estatisticamente, isto significa que quase 1 em cada 60 dinamarqueses participa activamente no movimento. 2.º Mundial de 2026 Ameaçada
Talvez o golpe mais significativo para a imagem global dos Estados Unidos seja o crescente movimento de boicote ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, que será sediado pelos EUA, Canadá e México.
Apoio de figuras de relevo: O ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter, apoiou publicamente os apelos para que os adeptos boicotem os jogos realizados nos EUA, citando as duras políticas internas e a postura agressiva de Trump em relação ao exterior.
Pressão política no Reino Unido e na Holanda: Os membros do Parlamento britânico pressionaram as seleções nacionais de Inglaterra e da Escócia a retirarem-se do torneio para pressionar Trump. Da mesma forma, os grupos de adeptos nos Países Baixos estão a pressionar a federação de futebol do país para reconsiderar a participação.
3. Impacto económico e a erosão do soft power

As consequências desta reação global vão muito para além das manchetes; representam uma mudança fundamental na forma como o mundo perceciona a influência americana.
Impacto Financeiro: Cada subscrição da Netflix cancelada ou cada café da Starbucks evitado na Europa impacta diretamente as receitas das empresas americanas e dos seus acionistas.
A Infraestrutura de “Resistência Permanente”: Os analistas alertam que os grupos do Facebook e as aplicações de monitorização desenvolvidas durante esta crise não desaparecerão quando a tensão imediata diminuir. Trump criou inadvertidamente uma rede internacional permanente de resistência económica que pode ser reativada com um único tweet controverso.
CONCLUSÃO: O PREÇO DA DIPLOMACIA POR INTIMIDAÇÃO
As táticas de “intimidação” de Trump na política externa parecem estar a virar-se contra ele. Ao visar aliados, obrigou os cidadãos dessas nações a travar uma guerra económica que o governo americano não tem forma de impedir formalmente. O mundo já não está apenas a observar; está a votar com a carteira, e o custo para a imagem americana pode ser sentido durante décadas.